ENTREVISTAS

VICO PEREYRA, A URUGUAIA DO GUARULHOS, EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

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UM SONHO ELA JÁ REALIZOU: JOGAR NO BRASIL; COM SUA COMPETÊNCIA, RAÇA E AMOR AO BASQUETE, CONSEGUIRÁ REALIZAR ATÉ SONHOS INATINGÍVEIS


Ela chegou, cheia de charme, elegância e distinção. Logo nas primeiras rodadas do campeonato da Liga de Basquete Feminino, se destacou no quesito, bolas recuperadas, ajudando a sua equipe de Guarulhos. Dona de um basquetebol alegre, rápido e marca com bastante agressividade. Ela saiu de Montevidéu, sua cidade natal, e está se destacando no basquete brasileiro. Ela já demonstrou um grande amor pelo nosso Brasil, fala e escreve muito bem nosso idioma. Um sonho ela já realizou: jogar no Brasil! Agora por tudo que demonstrou, sua dedicação, amabilidade, seu carisma e sua personalidade, acredito que este sonho realizado é na verdade, um inicio de muitos sonhos que a vida reserva para ela. E com certeza, ela realizará todos os seus sonhos por sua competência e grande jogadora que é.

 Ela é Maria Victoria Pereyra Souto, ala/armadora da equipe de Guarulhos, de 1,72m de altura e 26 anos, líder no quesito “bolas recuperadas” no campeonato da LBF.  A bela e muito simpática, uruguaia que gentilmente se disponibilizou a conceder esta entrevista.


Vico , quero que você fale um pouco de sua carreira como jogadora de basquete, desde quando começou até chegar hoje como um grande destaque internacional, jogando pelo Guarulhos.

 

Minha carreira começou tudo de forma casual, como se fosse um brinquedo no CLUB MALVÍN em Montevidéu aos 9 anos de idade, meu irmão naqueles anos era jogador de basquete, e eu gostava de ir ao quadra para assistir aos jogos quando ele jogava, não me perdia um haha, além de olhar, entrava na quadra para brincar e me diverti muito, logo disso meus pais decidiram que eu tinha que ter uma atividade física e me inscreveram no clube Malvin, assim eu jogava basquete e também ginástica olímpica, em direção as duas coisas, mas me senti muito mais atração para jogar basquete, logo, aos 13 anos participei em  minha primeira seleção, uruguaia, e daí, eu sempre tive a oportunidade de jogar na seleção, que está sempre em constante crescimento, aos 14 anos de idade foi a jogar o  CLUB CORDON de Montevidéu e jogando o Campeonato do Uruguai ou seja, Liga Uruguaia, fui a cestinha do torneio, e nesse ano que eu joguei me foi concedido também o “Premio Charrua”, prêmio ao melhor jogadora do país de basquete feminino, depois daquele ano retornei ao clube de Malvin, voltei para  ficar durante vários anos jogando por Malvin, em todos os anos que eu participei no Malvin, ganhamos a Liga Uruguaia, depois de vários anos na liga Uruguaia, fui a jogar no Chile, na Universidade Católica de Valparaíso, ano em que ganhamos também a Liga Chilena de basquete, no próximo ano  retornei ao meu país.

 Depois de um tempo de jogar em Malvin, se deu oportunidade de jogar no Brasil, (meu sonho foi sempre jogar sem Brasil), ai surgiu a oportunidade  de jogar em um  Clube de Brasil o CBC Chapecó em Santa Catarina, foi uma muito boa experiência com ou corpo técnico e minhas companheiras, em um torneio o mais importante de Santa Catarina os “jogos abertos de Santa Catarina”  fomos vice campeões, depois daquele ano , tive a oportunidade de jogar a Liga nacional, graças ao técnico da seleção brasileira Cristiano Cedra,  ele  me deu uma força muito grande para eu entrar na Liga Brasileira de basquete, ele falou de mim para o meu técnico Cesar Cato e o representante Fabio Jardine, e graças a Deus hoje estou aqui em Guarulhos jogando na Liga de Basquete feminino.


Você está gostando do Brasil, de Guarulhos, qual foi sua maior dificuldade de adaptação aqui?

 O Brasil é um país que eu amo, sempre me faz sentir em casa, a cidade de São Paulo, é muito grande, comparado com Montevideo e tudo muito  longe , Guarulhos é já mais pequena, mas na realidade as duas são  grandes cidades, então  um lugar fica muito longe do outro, que a gente se adapta, mais a grande dificuldade no início é o idioma haha!.

 Conheço o Esteban Batista, grande nome do basquete mundial, jogando no exterior, agora vejo você atravessando a fronteira de seu país através de seu belo basquete, existem mais jogadoras uruguaias no exterior ou você é a primeira?

Há mais jogadoras que tiveram oportunidades de jogar fora o Uruguai, neste momento somos dois que jogamos aqui no Brasil , que é Fernanda Midaglia, que milita no clube São Leopoldo do Rio Grande do Sul e eu, espero que gradualmente ver migrar mais jogadoras uruguaias ao Brasil ou outros destinos, eu acho que o basquete feminino no Uruguai está crescendo como falam aqui “de  pouquinho” hehe


 Como você vê o nível do nosso basquete, e o que mais diferencia do basquete uruguaio?
A nível de Brasil, que todo mundo sabe que é muito alto, o nível da Liga Nacional mais ainda, porque jogam as melhores jogadoras do Brasil e um elevado nível de estrangeiras, jogadoras com participação em Jogos Olímpicos e campeonatos do mundo.

E a diferença com o Uruguai, como todos já sabem além do nível de jogo, por exemplo,  as meninas de base tem outra  motivação que lá no Uruguai não têm , aqui é muito mais profissional como eu já falei em outras ocasiões, aqui a jogadora vive do basquete e Uruguai tem que sair para trabalhar, para jogar, e isso e um grande vantagem que tem as jogadoras do Brasil... já a partir de categorias de base são fornecidos com educação, infraestrutura, lugar para viver e ainda salário. Já no Uruguai as meninas de base têm  que sustentá-las em tudo,  até no  transporte.

No Brasil o basquete feminino dá a possibilidade de fazer o que nós as jogadoras  amamos de fazer, jogar basquete!... no Uruguai não tem essa sorte por enquanto. É tudo de coração e garra.

 

 Qual foi sua partida inesquecível?

Nossa  acho que não eu tenho uma... antes de vir ao Brasil tive dois que eu nunca iria esquecer, que era um jogo que ganhamos  com um arremesso meu mesmo no final do tempo de jogo, e outro foi jogando pela seleção um sul americano contra Venezuela ,quando infelizmente eu quebrei o joelho. Nunca mais vou esquecer disse jogo, mais agora eu tenho dois mais na lista, meu primeiro jogo no Brasil por CBC Chapecó, e meu primeiro jogo de Liga Nacional com Guarulhos.


 O basquete já deixou você triste alguma vez?

  Infelizmente sim, um jogador sempre fica triste quando seus objetivos não forem atendidos, pode ser de não ganhar um jogo, ou quando as coisas não vão como a gente planeja, mas o pior de todos os momentos foi quando quebrei meu joelho. além dessas,  o basquete deixou-me mais feliz do que triste...


 Como está o basquete feminino uruguaio de hoje? Quais são as principais competições na categoria adulta? Existem muitas equipes?

 

Basquete no Uruguai está a melhorar com muito esforço, é  todo a coração (como eu ja te falei antes), no Uruguai no caso do basquete feminino tudo custa muito, por motivos de infraestrutura e apoio econômico. Temos a liga Uruguaia que é o torneio mais importante de lá.

As equipes adultas não são muitas, eles são mais ou menos sete ou oito , uma coisa boa que está acontecendo, temos equipes femininas  adulto ,que estão participando nas ligas masculinas para  melhorar o nível e também porque às vezes não há suficiente equipes para formar um torneio.


 Quem foi sua inspiração para que você se tornasse uma jogadora de basquete?

 

 Eu comecei a jogar basquete por meu irmão ele jogava Basquete e eu assistia aos jogos dele, eu não perdia nem um jogo, sempre quis estar lá na quadra. Ai foi o início do meu amor para o basquete hehe…

 

 

 Terminando seu contrato com a equipe de Guarulhos, pretende continuar no Brasil?
Na verdade, um jogador nunca sabe onde irá estabelecer seguro, a menos que você já tenha contrato por mais tempo, que é a parte triste do jogador, pois o jogador tem que deixar amigos e lugares, às vezes, nós somos (por necessidade) forçados a migrar para outros times e cidades, eu  no meu caso atual agora tenho contrato com Guarulhos até a finalização da Liga Nacional, então depois vou ver o que o destino tem para mim…..

 

 O que você achou das nossas quadras de jogo, das cidades, das torcidas, da divulgação por parte da imprensa e da comida brasileira?

As quadras são realmente muito boas, no Uruguai também há um bom nível de quadras, pois o masculino, como você sabe tem um muito bom nível de concorrência, e no caso disso, o feminino, tem a possibilidade de jogar nessas quadras, então isso não foi o que eu mais me impressionou, eu gosto muito de cidades, são maiores do que no Uruguai, eu me sinto muito  em casa no Brasil, a torcida é mais tranquila que no Uruguai , mas eu gosto, gosto porque você vê  a famílias na torcida, que bem apoiará o basquete feminino, no caso da  imprensa com o basquete feminino dá muita boa divulgação, alto nível, quase comparável com a imprensa do masculino no Uruguai, em relação a comida eu amo a comida aqui no Brasil, quase eu não tenho saudade da comida de Uruguai, somente tenho saudade da carne ou churrasco Uruguaio hehehe…….


Fale de um fato inusitado acontecido com você, durante sua vida de jogadora.

O mais incomum que me aconteceu como jogadora de basquete, foi que eu estava treinando pela Seleção Uruguaia para o torneio sul-americano, que foi suspenso, e uma amanhã em casa com meu namorado, entrei de maneira casual em contato em internet com quem foi minha treinadora de CBC Chapecó  Aline Wonsick e a verdade que nem imaginava que no dia seguinte ia estar em um treino em  Brasil por uma equipe brasileira, a verdade que foi uma grande surpresa...


COMPETIÇÃO DE TRÊS PONTOS


Uma cidade: MONTEVIDÉU     

Um país: Uruguai

Campo ou praia: PRAIA

Prato preferido:  CHURRASCO Uruguaio

Um sonho realizado: ESTOU PROFISSIONALMENTE jogando basquete
Um sonho a realizar: Ganhar qualquer torneio com a Seleção Uruguaia
Um ídolo no basquete: MICHAEL JORDAN

Um homem bonito: Meu NAMORADO

Imprensa: Algo que eu não estava acostumada a ter contato pessoal...

Um livro: NUNCA DEIXE DE TENTAR, MICHAEL JORDAN

Um filme: LOVE & BASQUETBALL

Amor: JAVIER FERREIRA A PESSOA QUE EU AMO


Amizade: Algo muito agradável, que deixa o basquete

Deus: Acredito…


Seleção uruguaia: A CAMISA QUE EU MAIS GOSTO VESTIR

O que você mais gosta: JOGAR BASQUETE

O que mais detesta: VIVER LONGE DA MINHA FAMÍLIA


A cesta mais certeira de sua vida: A coragem de sair do Uruguai para tentar novos desafios

 

Vico, quero agradecer sua atenção e peço deixar uma mensagem para meus leitores.

 

 

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