ENTREVISTAS

ANDRÉ CARRASCOZA, DE ARARAQUARA, FALA DE SUAS CONQUISTAS: ESTÁ NA HORA DA EQUIPE COMEÇAR A DESPONTAR NO CENÁRIO NACIONAL

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DEPOIS DE CONQUISTAR A LIGA REGIONAL DE BASQUETE, VEIO SUA CONQUISTA MAIOR: BRONZE NOS JOGOS ABERTOS

O jovem treinador, já tem um vasto currículo e sua carreira; Professor de Educação Física, técnico, preparador físico, um Educador nato que sabe usar o Basquete como forma de educar jovens e adolescentes.  Sempre trabalhando com equipes de base e gradativamente, assumindo também equipe adulta, e o resultado é o mesmo: grandes conquistas. Sua cidade, Araraquara,  está de parabéns pelo profissional competente que tem e que muito ajuda o crescimento da modalidade e vai colocando a cidade definitivamente no Mapa do Basquete, ou seja, uma cidade que cada vez mais vai se destacando pelo basquete que tem.

UM POUCO DAS CONQUISTAS

            Sua bela trajetória começa a ser coroada no ano de 2008, onde conquista uma medalha de Bronze como Preparador Físico da equipe sub-21 de sua cidade, Araraquara.

Em 2009 ganha Bronze trabalhando no sub-15 masculino, nos Jogos Regionais, como treinador.

2011, ganha seu primeiro Ouro e em depois não pára mais ..cinco vezes campeão somente nesse ano, quer seja como treinador ou preparador físico e em varias equipes de base como no feminino e no masculino.

Nesse mesmo ano, ganha o troféu de Melhor Treinador do ano pela Liga ARB.  Continua ganhando campeonatos e prêmios de Melhor Treinador. O que se repetiu por vários anos, estas conquistas e prêmios.

2017, um ano de importantes conquistas como campeão dos Jogos Regionais e da Liga Regional, como treinador do feminino adulto e neste domingo, 26 de novembro de 2017, consegue uma conquista brilhante, a medalha de Bronze dos Jogos Abertos do Interior, ficando atrás apenas das  tradicionais equipes de Santo André e São José dos Campos.

Este jovem treinador é André Carrascoza, que nesta semana, jogos do Final Four da Liga, viagens e participação nos Jogos Abertos, ainda arrumou um tempo e gentilmente, concedeu-me esta maravilhosa entrevista.

 André, este ano a competição foi marcada por um bom equilíbrio, como você compara o nível deste campeonato com os anteriores?

 Temos uma região muito forte, são 4 equipes que se equivalem tecnicamente, todo ano o nível do campeonato evolui, a cada ano as equipes se reforçam e é o nível do campeonato sobe, seria bacana que esse trabalho feito regionalizada fosse visto pelas esferas acima, temos muita gente competente comandando equipes e muitas atletas que poderiam ser avaliadas, temos um bom campeonato que poderia ser ainda melhor se tivéssemos mais apoio para fazer ele crescer mais.

 Onde, taticamente, sua equipe conquistou o campeonato?

Minha equipe neste ano abraçou a ideia de que uma defesa forte ganha jogos, poucas vezes precisamos sair para uma defesa zona, temos grande intensidade defensiva, essa intensidade ocasiona nosso jogo de transição que é muito forte. Ano passado ficando em terceiro lugar e já tivemos a melhor defesa da competição, este ano com as peças que chegaram a equipe tivemos esse casamento perfeito de defesa e transição é assim nosso ataque também cresceu

 Você, detentor de muitas conquistas, o que esta representa para você?

 Esta conquista representa muito para mim, representa um prêmio para o grupo que cresceu e evoluiu nestes 4 anos de trabalho no qual estive a frente da equipe, já tínhamos vencido os jogos regionais que era um sonho para nossa equipe, mas o título da liga em uma competição com equipes tão fortes só solidifica o trabalho do grupo que foi intensificado neste ano.

 Quais os planos para a próxima temporada?

 Como em todas as equipes que faz basquete no Brasil só poderemos fazer o planejamento para o próximo ano no começo de 2018, acredito que conseguiremos manter o grupo que temos para o próximo ano já visando uma participação no campeonato paulista, o trabalho foi planejado para crescer aos poucos e priorizando uma base com meninas da cidade, hoje 90% da equipe é da cidade, quem chegar para jogar na equipe deverá chegar para compor o grupo para fazer ele crescer tecnicamente e taticamente. Ainda estamos em competição nos Jogos Abertos, após as férias sentiremos para decidir os caminhos a serem tomados.

 Araraquara por ter um trio de Ouro, a Roseli, o Gilberto e você, apresenta um maravilhoso trabalho de base, o que falta para o nosso basquete massificar e crescer mais no país todo?

 O trabalho do basquete feminino em Araraquara vem de anos antes de eu e Roseli chegarmos para sermos técnicos da base, o Gil fez um trabalho de anos tanto no masculino como no feminino de formação espetacular, muita gente boa formada ali, quando chegamos para trabalhar juntos os três  acho que o trabalho explodiu ainda mais, tanto masculino como no feminino, hoje tanto na equipe adulta feminina como na masculina da cidade temos atletas formados daquela época espetacular que foi quando estávamos no SESI, isso hoje é nítido. O que precisamos hoje é massificar o basquete, seja por meio de educação física em escolas, seja por meio de escolinhas ou clubes. As crianças precisam ter acesso, conhecer esse esporte, eu além das equipes trabalho tanto na base do basquete feminino nas equipes como também dou aula nas escolinhas do Projeto Sonhando Alto de Araraquara, não é fácil ensinar basquete, não é fácil aprender basquete, é um esporte complexo, as pessoas que vão ensinar precisam de formação específica para isso, se atualizar, fazer clínicas, etc... tudo isso é caro para quem recebe pouco para trabalhar dando aulas de basquete, então precisaria de curso de formação para termos mais gente ensinando, mais gente comandando, mais gente jogando. Outro problema é expandir equipes, nosso modelo de formação ainda segue um modelo no qual alguém forma uma ou duas atletas e quem tem mais condições financeiras busca essas meninas e levam para centros, isso pode ser bom a curto prazo, reunir o que temos de melhor em poucas equipes para todas jogarem em alto nível, mas é ruim a longo prazo, essas equipes formadoras não conseguem desenvolver seus trabalhos é assim não conseguem subir para competir com outras equipes, esse é um dos motivos de termos poucas equipes disputando todas as categorias de base no estado de São Paulo, fora isso o problema de taxas de arbitragens e transportes para disputar competições, tudo isso pesa para fazer um trabalho crescer, está na hora das federações e confederações ajudarem com esses custos, senão continuaremos patinando na nossa modalidade.

 Está nos planos da cidade participar do campeonato paulista? Da  LBF?

Tínhamos planos para já entrar nesta LBF que começa em Janeiro, infelizmente as conversas e negociações não avançaram a tempo de concretizar tudo, para o Paulista de 2018 deveremos participar, sempre com a cabeça de fazer o trabalho crescer aos poucos e se consolidar, fazendo nossa parte na renovação do Basquete feminino, tentar formar novas atletas, trazer novas meninas para competições maiores, essa é uma das metas.

 Tem alguém que gostaria de dedicar esta conquista?

 Toda conquista é feita sobre alguma base que nos da sustentação durante todo nosso trabalho, lógico tem muita gente importante que me ajudou na minha formação como atleta e como técnico, sempre faço questão quando possível de falar destas pessoas, não são poucas, o time foi incrível esse ano, abraçou minhas idéias, nada melhor para um técnico que isso. Mas se tem alguém que eu precise enaltecer nesse processo todo é a minha família, desde os meus pais e meu irmão que me ajudam e me ajudaram em quem sou hoje como também minha esposa Ana, só quem é mulher de técnico sabe a barra que é esse trabalho, sem apoio, sem o Conselho dela talvez eu já tivesse desistido de tudo isso, não foi um ano fácil apesar de todas as conquistas, ela me deu suporte pra fazer tudo o que eu precisava em todo o processo de todos esses anos, disse pra ela, o título tem metade do mérito do meu trabalho devido a ela, sem ela eu não estaria a frente da equipe.

 André, você fecha esta temporada com uma excelente conquista, Bronze nos Jogos Abertos, ficando atrás apenas das TOPs, Santo André e São José dos Campos. Parabéns pela grande vitória e fale um pouco sobre esta conquista.

Marcos sobre os Jogos Abertos,  estava tentando descrever a importância que teve essa competição para o basquete de Araraquara, foi uma semana dura, com todas as meninas jogando no limite após as finais da liga, jogamos 5 jogos em uma semana, todos os jogos de alto nível, tive que tomar todo o cuidado em relação à parte física delas, perdemos a nossa maior pontuadora no segundo jogo, uma infelicidade com a Emily, ela rompeu o tendão de Aquiles, isso deu um baque muito grande na equipe durante o Jogo, ganhávamos de 20 pontos de diferença e perdemos a partida.

Tivemos a oportunidade de enfrentar o campeão paulista e dentro de nossas limitações conseguimos mostrar nosso trabalho contra elas e fazer um bom jogo e pra fechar a disputa de terceiro lugar foi uma pedreira, o time de Sorocaba é uma grande equipe, muito parecida com a nossa, conseguimos abrir mesmo após ter perdido a Nathalia que acabou lesionando o ombro, todas fora no limite para conseguir essa medalha.

Mas a medalha em si não foi o principal fato de tudo isso, após o jogo contra Santo André muita gente veio elogiar nossa equipe, nosso trabalho, isso é o que como técnico queria mostrar, mostrar que mesmo distante dos grandes centros do basquete tem muita gente fazendo basquete de qualidade, apesar de todas as dificuldades e não foram poucas, trabalhamos sério e com esse trabalho muitas atletas nos procuraram para fazer parte deste projeto, nossa equipe é 90% da cidade, temos atletas experientes e meninas jovens chegando da categoria de base, temos um trabalho sólido a anos na cidade, mas que nesse momento começa a despontar.

Pessoalmente foi para mim profissionalmente a conquista mais importante de minha ainda curta carreira na modalidade, estar no mesmo pódio do campeão e o vice paulista, com atletas de seleção na quadra, com o último técnico e o auxiliar técnico da seleção ali dividindo espaço, pra mim isso é engrandecedor demais, faz com que eu tenha mais vontade ainda de aprender mais e fazer com que nossa equipe cresça ainda mais, acho que é um caminho sem volta para a modalidade na cidade, é a hora de estruturar ainda mais e fazer a equipe começar a despontar no cenário nacional.

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